quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Gatos...


Gatos e atos
Que roem sapatos
Bola de pelo que não é camelo.

Bigode ele tem
Abanando o rabo ele vem
Roncando como esquilo
Num sono tranqüilo

Pula e salta...
Leite ele adora
Gato tem em todo lugar
Por este mundo afora.

(Fabio Farak)

Amigos...


Trocas na vida fazem parte
Abriu mão de algo boa sorte
Você faz a escolha
O tempo as julga se são certas ou erradas.
Decida esta parada.

Só não faça de seus amigos
Um elo de esquecimento
Pois um dia verás que são importantes
E baterá o arrependimento
Pois amor pode ser ilusão pura
E logo se procura um amigo
Que a dor cura.

Muitos se dizem amigos
Quando se tem mera carência
Depois logo nos abandonam
Haja paciência.

Prometem o céu e o mundo
Depois fogem em segundos
Amizade de interesses
Não quero um amigo desses.

Quero um amigo fiel
Que me faça rir e chorar
Quero um amigo presente
Que eu possa amar...
Pois amor não tem regras
Quando o que importa é gostar.

(Fabio Farak)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Serena...


Serena menina...
De sonhos esquecidos
Cabelos cor de aurora
Semblante amanhecido

Sonhos de infância
Que a movem no mundo
Atos e lendas
Que a divertem em segundos.

Fantasias e ilusões
Serena de emoções
Descobre o mundo
Em versos mesmo
Que ao inverso.

Serena branca...
Cor de neve
Teus lindos olhos azuis
Que a todos rege

Menina travessa
Só te peço não esqueça
Antes que o dia amanheça
Tua vida é um sonho
Sonhe e viva a sonhar
Doce Serena filha do Luar.

(Fabio Farak)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Iemanjá...


Rainha das águas...
Sereia do mar
Conduz e protege os homens
Que vivem a navegar.

Mãe dos oceanos
De beleza e encantos
Rainha sereia
Que por onde norteia
Seu brilho semeia.

Iemanjá minha rainha
Das águas e do mar
Protege-se sobre a lua
Vive no luar...

Abençoa os oceanos
Abençoa nosso mar
Limpa nossas águas
E ajude a preservar
Sereia encantadora
Parabéns hoje vou lhe dar.
(Fabio Farak)

Silêncio...


Hoje te peço silêncio...
Para que pare e reflita
No que acontece ao seu redor
Escute o barulho das gotas da chuva...
Escute o som dos pássaros...
Escute sua respiração...
Ouça o seu coração.

Nossa vida é uma orquestra
Que por vezes passa despercebida
Pois na correria do dia a dia
Deixamos estes pequenos detalhes
Que dão significado à vida de lado
E nem os notamos.

Silencie...
Escute...
Acompanhe o ritmo da vida
E emocione-se
Viver é fazer de cada gesto
Música a um maestro.

(Fabio Farak)

Imembuí...


Pelas minhas andanças
Desta vida...
Eis que me deparo
Com uma tribo perdida.

No meio desta tribo
Avisto uma índia
Que não passa despercebida
Olhos cor de mel
Que logo me lembram o céu.

Pele morena dos cabelos escuros
Fiquei perdido em sussurros
É tanta beleza singela
Pedi logo o nome dela.

Imembui é seu nome
Nome igual eu nunca vi...
Mas pela índia me apaixonei
E jamais a esqueci.

Hoje somos lua e mar
E vivemos para amar
Com aquela índia misteriosa
Hoje vou me casar
E fazer nossas raças
Mais uma vez miscigenar.

(Fabio Farak)

A morte da Flor...


Pássaro cintilante
Que invade minha janela
Vem para informar
Que a flor de laranjeira
Já não esta mais bela.

Pobre flor que de pétalas
Virou fruto
Teu coração amoleceu
Por causa de um amor bruto.

Levo-te na memória
Minha linda flor
Saiba que és tão linda
Tua morte foi por amor.

Por amor a nobre águia
Que longe voou
E nem mandou noticias
Sendo assim a pobre flor murchou.

Quem sabe na próxima primavera
A flor volte denovo
Para buscar na terra
Um lindo amor novo.

(Fabio Farak)